30 de mar. de 2009

sinha porra.

Eu disse que ia escrever... e agora ela quer um conto. Ai comecei:
"Desde nova corria faceira por entre a mata... sempre sapeca e curiosa, gostava de brincar entre os escravos. Sempre lhe fascinou a pele negra, os braços fortes, que brilhavam ao sol escaldante... e o proibido. O proibido lhe enchia de excitação..."
E a minha idéia é a sinhazinha mesmo, lá no canavial, dando pra não sei quantos escravos... mas enfim... tá foda escrever agora... não tô assim no clima léxico..rs...
Mas ela ta aqui enchendo o saco no msn... e diz:
- ah, eu quero assim, no tronco. poxa, tô até me vendo levantando o vestido de costas para o negro fujão que ficou no tronco kkkkkkkkkkkkkkk. oxi carol, custa nada, vai!!
- ah, ele tem que ser moçambicano. e ter um sotaque. adoooooooro sotaque
Mas é mandona mesmo... como é que eu escrevo assim? Já tenho agora toda a trilogia da sinhazinha, piriguete do canavial, na cabeça... rs
Ah nega... tá vendo ai como nasce um conto? escreve ai porra. vá fundo. entra pro blog também!!!

29 de mar. de 2009

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Nada paga a sensação de ser livre. Acho que isso é o mais importante na minha vida agora. Tornar a ser quem eu realmente sou. Sinto as coisas voltando cada uma para seu lugar. Já consigo fazer planos, sonhar. E construir meu futuro e meu porto, independente de quem esteja ao meu lado. Hoje não tenho medo, nem vergonha (e acho que nem mágoa também) de falar que a minha vida com ele era muito pesada. Como se minha energia fosse o tempo todo sugada. Embora toda a turbulência que houve durante a separação, acho que foi bom ter acontecido assim. Por ter sido de uma forma que fossem colocados todos os pontos finais, sem possibilidades de retorno. Não sinto mais saudades daquela vida.

ouça-me (!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!)

Você eu tenho que ter, meu amor
Pra poder comer
Você eu tenho que ter, meu bem
Pra poder dormir
Você eu tenho que ter
Pra poder dizer
Entre a terra e a lua
Minh'alma tua
Já sabe o que eu sinto de cor
Ou vou ter que escrever nos muros
Gritar nas ruas
Mandar por num outdoor?
De tanto não poder dizer
Meus olhos deram de falar
Só falta você ouvir
Bem que você podia pintar na sala
Da minha tarde vazia
Meu bem



26 de mar. de 2009

mais fragmentos...

“...encontro pela vida milhões de corpos; desses milhões posso desejar centenas; mas dessas centenas, amo apenas um: você... a especialidade do meu desejo. [...] foram precisos muitos acasos, muitas coincidências surpreendentes (e talvez muitas procuras) para que eu encontrasse você, que entre mil, convém ao meu desejo. [...] por que desejo você? por que o desejo por tanto tempo...? [...] espero uma chegada, uma volta, um sinal... pode ser fútil ou imensamente patético. [...] uma mulher espera seu amante, de noite, na floresta; quanto a mim, só espero um telefonema, mas é a mesma angústia. Tudo é solene, não tenho noção das proporções."

Roland Barthes - Fragmentos de um discurso amoroso

fragmentos de um discurso amoroso.

“Eu via, friamente, tudo de seu rosto, e seu corpo: seus cílios, a unha do dedão do pé, a finura das sobrancelhas, dos lábios, do brilho dos olhos. Certo grão de beleza, uma maneira de esticar os dedos ao fumar; eu estava fascinado – a fascinação não é outra coisa senão a extremidade do distanciamento – por essa espécie de figurinha colorida, esmaltada, vitrificada onde eu podia ler, sem nada entender, a causa do meu desejo."
Roland Barthes

23 de mar. de 2009

seria isso então o prenúncio do amor?

Sua presença com sua beleza me deixa bagunçada, acelerada, desigual. Mexe com meus conceitos, meus paradigmas e também com meus instintos. É uma delícia te observar, ver suas poses, seus sorrisos e caretas. Me dá uma sede de saber mais de você e de estar mais perto, ao alcance do toque das mãos e dos lábios...

a cor que vc vê

- Porque você não gosta do outono?
- Porque o outono é cinza.
- Mas o outono não é cinza! O inverno que é!
- Não, não... o inverno é fumê.

22 de mar. de 2009

no fundo eu acho que o amor não existe. deve ser alguma histeria criada pela mente humana, que insiste em se autoflagelar. eu nunca mais vou amar ninguém. não sou masoquista.

desilusão amorosa leve de grau 1

ah... tô meio tristinha... tava tão gostosinho minha paixãozinha platônica... mas ela não cabe mais... melhor esquecer antes que se torne nociva... porque não há chance de se concretizar. fica o que deixou em mim: acelerada e desigual [quando te vi]. como na música.

13 de mar. de 2009

ai, ai...

O amor me pegou
E eu não descanso enquanto não pegar
Aquela criatura
Saio na noite à procura
O batidão do meu coração
Na pista escura

Se pego, ui
Me entrego e fui
Será que ela quererá
Será que ela quer
Será que meu sonho influi

Será que meu plano é bom
Será que é no tom
Será que ele se conclui

E as gatas extraordinárias
Que andam nos meios onde ela flui
Será que ela evolui Será que ela evolui
E se ela evoluir
Será que isso me inclui

Tenho que pegar, tenho que pegar
Tenho que pegar essa criatura
Tenho que pegar, tenho que pegar

11 de mar. de 2009

"quando te vi, aquilo era quase o amor, vc me acelerou, me deixou desigual..."

Ah... eu confesso: estou apaixonada! mas confesso também que isso me assusta. e não estou preparada para escrever aqui o porquê. mas afirmo que, embora todos os medos, estou gostando disso. há anos minhas pernas não ficavam bambas, nem meu coração acelerava tanto. fora que é gostoso essa coisa platônica. ter com quem sonhar as noites... é uma delicía... não sei ainda como isso surgiu em mim, nem sei também agir diante disto... não sei mesmo. o que fazer, o que falar, como olhar... me sinto uma adolescente boba...rs. e me sinto bem.

9 de mar. de 2009

"Já não tenho a mesma idade, envelheço na cidade..."

É mais um ano. Sim. Mais um ano que me chega, e me encontra meio assim, alegrinha, apesar de todo os ocorridos, que me colocaram mágoas pesadas no coração. Agora, um novo ciclo se inicia. Meu 2009 começou. E quero recebê-lo assim, como uma paixonite adolescente, dessas gostosas, platônicas, de acelerar o coração, deixar as pernas bambas e embargar a voz. Hoje deixarei minhas crises de lado, embora elas permaneçam aqui, duras, me espetando, lembrando-me da corrida contra o tempo. Esses são assuntos para outra hora. Ao meu lado, sempre, aqueles que amo, e também, aqueles que estou aprendendo a amar. Que meu caminho seja iluminado, leve e aberto. Sempre.