30 de nov. de 2008
28 de nov. de 2008
"eu volto pra vida que deixei lá fora..."
outras vezes quero muito chorar
nos momentos e lugares mais inapropriados
a lágrima cai
e finjo que não é comigo
não consigo fingir
meu coração está apertado...
e como aperta!
e a sensação de sempre MEDO.
(um PS: quarta a noite. ensaio. ouço: 'c* você esta com medo? porque você tem medo?' aaaah, tenho muitas respostas, mas o que posso dizer agora é que: 'muita coisa nova junto'.)
24 dias.
Não só o desejo, mas também a saudade.
Da pele, do toque, do cheiro...
Outro prazer não cabe.
Chorei...
A gente fica brega quando sofre ne? rs
YO SOY COMO EL CHILI VERDE...
Não deixem de ver:
Video de la Llorona, com Chavela Vargas, extraído de la película FRIDA:
Sobre Frida - Transcripción literal del video para todos los amigos que escuchan con los oidos del Alma
por Chavela Vargas
27 de nov. de 2008
Coisas que quero esquecer
Ontem me lembrei, não sei bem porque (no fundo sei, mas não quero falar), da primeira vez que me disse 'eu te amo'. Chegávamos em minha casa (ou já era nossa?) e paramos na barraquinha para comprar pão e bananas... Olhava pro moço, que me entregava as bananas com uma mão e com a outra pegava o dinheiro, quando ouvi um sussurro: 'eu te amo'. Olhei atônita, sem graça, sem saber o que dizer... EU TE AMO... Falou de novo, desta vez com os dois peixinhos sorrindo em teu rosto, como uma criança feliz... 'Pare'. Respondi (como quem não quer ouvir, como quem ainda não está preparada para ouvir, ou ainda, como quem não acreditasse mais que alguém poderia nutrir - por mim - tais sentimentos). Embora a alegria, imperava em mim o medo. Um medo de perder esse amor, que acabava de ganhar...
26 de nov. de 2008
me vejo nas palavras de Lya Luft:
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério
Mulher, E Daí? (apenas Mulher)
Pouco importa se você se importa
Ou se interessa ou não se interessa
É fim de conversa
Eu volto pra vida
Que deixei lá fora na rua
E daí
Vou sentindo a demora
De ver que o vulcão
Que o meu peito devora
Não teve a resposta
A contra-proposta
Da parte que é tua
Fui tua...e daí?
É uma pena
Que a moça não seja
De cama e mesa
Um bicho uma presa
Que depois de usada
Se guarda ou se joga
Na lata de lixo
E daí?
Eu sou uma mulher
Uma parte comum
De um jogo qualquer
Pra perder ou ganhar
Ou aquilo que for
Mas os dois com a mão na colher
E daí?
Digo a frase maldita
E pra mim pouco importa
Se você acredita
Eu te amo e não temo este amor
Já vou indo vou levando esta dor
Vou em paz
Pois não temo a dor de amar demais
E daí?!...
(Gonzaguinha. perfeito. leiam as músicas dele. não apenas ouçam.)
25 de nov. de 2008
. aliás;
Não sei exatamente o medo desse impacto... medo do nada, medo do que vem depois. Medo do que foi incorporado em minha mente, sobre o que acontece com aqueles que morrem por vontade própria... Dia desses ouvi novamente este chamado com muito mais força... Aguardava angustiadamente na varanda... muito alta, com grades muito frágeis... olhava para baixo com aquela vontade imensa de voar e misturada à angustia da desesperança da vida. Não havia mais razão de ser. Não naquele instante, em que me entregava (ou queria me entregar) às minhas trevas internas... Olhava atentamente o asfalto, com o coração batendo muito mais forte e rápido. É agora? (O fascínio. A angústia. O medo. O fascínio. A angústia. O medo.) Sentei-me. Não, agora não. Quero ficar ainda um pouco mais.
potinho.
(quanto ao título, não é pra entender mesmo. e não estou afim de explicar. digo apenas que potinho é o diminutivo de pote. rs)
24 de nov. de 2008
DIÁLOGO
23 de nov. de 2008
O anjo da serenidade
Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
- Por que é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?, questionou novamente o pensador.
- Bem gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir essa distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos os seus corações que nem falam, somente sussurram. Quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.Por fim, o pensador conclui, dizendo:- Quando vocês discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."(Mahatma Gandhi)