30 de nov. de 2008

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Orai e vigiai.

sempre.

28 de nov. de 2008

"eu volto pra vida que deixei lá fora..."

algumas vezes choro, sozinha, escondido
outras vezes quero muito chorar
nos momentos e lugares mais inapropriados
a lágrima cai
e finjo que não é comigo
não consigo fingir
meu coração está apertado...
e como aperta!


e a sensação de sempre MEDO.


(um PS: quarta a noite. ensaio. ouço: 'c* você esta com medo? porque você tem medo?' aaaah, tenho muitas respostas, mas o que posso dizer agora é que: 'muita coisa nova junto'.)

24 dias.

Agora me vem a merda do desejo como um açoite nas costas.
Não só o desejo, mas também a saudade.
Da pele, do toque, do cheiro...
Outro prazer não cabe.


Chorei...

A gente fica brega quando sofre ne? rs

[Tudo era apenas uma brincadeiraE foi crescendo, crescendo, me absorvendo. E de repente eu me vi assim completamente seu. Vi a minha força amarrada no seu passo. Vi que sem você não há caminho, eu não me acho. Vi um grande amor gritar dentro de mim como eu sonhei um dia. Quando o meu mundo era mais mundo. E todo mundo admitia. Uma mudança muito estranha. Mais pureza, mais carinho mais calma, mais alegria. No meu jeito de me dar. Quando a canção se fez mais forte e mais sentida. Quando a poesia realmente fez folia em minha vida. Você veio me falar dessa paixão inesperada. Por outra pessoa. Mas não tem revolta não. Eu só quero que você se encontre. Ter saudade até que é bom. É melhor que caminhar vazio. A esperança é um dom. Que eu tenho em mim. Eu tenho sim. Não tem desespero não. Você me ensinou milhões de coisas. Tenho um sonho em minhas mãos. Amanhã será um novo dia.]
...Certamente eu vou ser mais feliz!

YO SOY COMO EL CHILI VERDE...

... PICANTE PERO SABOROSO.



Não deixem de ver:
Video de la Llorona, com Chavela Vargas, extraído de la película FRIDA:

Sobre Frida - Transcripción literal del video para todos los amigos que escuchan con los oidos del Alma

Frida Kahlo y el Amor

por Chavela Vargas

"Cuando yo viví con ellos, él estaba entregado a ella, era su Mundo Frida. Y el Mundo de Frida era él... Él siempre hacia así(mueve la cabeza), este movimiento contínuo de Diego era un poco anfíbio; su pelo, su cuerpo, su manera de hablar, de caminar. Era un sapo"..."Frida me Amaba. Lástima que yo quemé una carta de Frida que me escribió, que decía: vivo para Diego y para tí nada mas. Así que hubo un Amor bellísimo"..."Ella me decía: yo te nací, yo te tuve, yo te nací. Y le decía ¡sí!,yo siento tu sangre en mi sangre. Ella me parió... La admiraba profundamente, pero era mas grande mi Amor que mi admiración por la pintura"..."Tenía si bigote negrito, era un bigote espeso, de vello negro y espeso. A mi me encantaba verle las cejas y el bigote. Y a ella le encantaba su bigote"..."No se de donde le salía esa ternura tan maravillosa, y era seria. Unas veces sonriente todo el tiempo, otras seria, otras veces pensativa, otras veces dolida... Era muy mística. Yo tengo una cosa de misticismo que me espanta a veces, ella tambn. Pase lo que pase, y digan lo que digan, ella era mistica. A veces, en el fondo, muy profundamente"...


27 de nov. de 2008

Coisas que quero esquecer

Ontem me lembrei, não sei bem porque (no fundo sei, mas não quero falar), da primeira vez que me disse 'eu te amo'. Chegávamos em minha casa (ou já era nossa?) e paramos na barraquinha para comprar pão e bananas... Olhava pro moço, que me entregava as bananas com uma mão e com a outra pegava o dinheiro, quando ouvi um sussurro: 'eu te amo'. Olhei atônita, sem graça, sem saber o que dizer... EU TE AMO... Falou de novo, desta vez com os dois peixinhos sorrindo em teu rosto, como uma criança feliz... 'Pare'. Respondi (como quem não quer ouvir, como quem ainda não está preparada para ouvir, ou ainda, como quem não acreditasse mais que alguém poderia nutrir - por mim - tais sentimentos). Embora a alegria, imperava em mim o medo. Um medo de perder esse amor, que acabava de ganhar...

26 de nov. de 2008

me vejo nas palavras de Lya Luft:

Não sou a areia
onde se desenha um par de asas
ou grades diante de uma janela.
Não sou apenas a pedra que rola
nas marés do mundo,
em cada praia renascendo outra.
Sou a orelha encostada na concha
da vida, sou construção e desmoronamento,
servo e senhor, e sou
mistério

Mulher, E Daí? (apenas Mulher)

E daí?
Pouco importa se você se importa
Ou se interessa ou não se interessa
É fim de conversa
Eu volto pra vida
Que deixei lá fora na rua
E daí
Vou sentindo a demora
De ver que o vulcão
Que o meu peito devora
Não teve a resposta
A contra-proposta
Da parte que é tua
Fui tua...e daí?
É uma pena
Que a moça não seja
De cama e mesa
Um bicho uma presa
Que depois de usada
Se guarda ou se joga
Na lata de lixo
E daí?
Eu sou uma mulher
Uma parte comum
De um jogo qualquer
Pra perder ou ganhar
Ou aquilo que for
Mas os dois com a mão na colher
E daí?
Digo a frase maldita
E pra mim pouco importa
Se você acredita
Eu te amo e não temo este amor
Já vou indo vou levando esta dor
Vou em paz
Pois não temo a dor de amar demais
E daí?!...

(Gonzaguinha. perfeito. leiam as músicas dele. não apenas ouçam.)

25 de nov. de 2008

. aliás;

É um fascínio pensar em voar. Sentir o vento cortando o rosto, o corpo solto no nada, os braços abertos como se fossem abraçar o ar, os olhos fechados... Não fosse o impacto com o chão, já teria cedido ao chamado das alturas... há muito elas me chamam...
Não sei exatamente o medo desse impacto... medo do nada, medo do que vem depois. Medo do que foi incorporado em minha mente, sobre o que acontece com aqueles que morrem por vontade própria... Dia desses ouvi novamente este chamado com muito mais força... Aguardava angustiadamente na varanda... muito alta, com grades muito frágeis... olhava para baixo com aquela vontade imensa de voar e misturada à angustia da desesperança da vida. Não havia mais razão de ser. Não naquele instante, em que me entregava (ou queria me entregar) às minhas trevas internas... Olhava atentamente o asfalto, com o coração batendo muito mais forte e rápido. É agora? (O fascínio. A angústia. O medo. O fascínio. A angústia. O medo.) Sentei-me. Não, agora não. Quero ficar ainda um pouco mais.

potinho.

Por onde será que andam meus desejos? Esvairam-se por meus poros? Ou se esconderam aglomeradamente em uma celula qualquer do meu corpo???

(quanto ao título, não é pra entender mesmo. e não estou afim de explicar. digo apenas que potinho é o diminutivo de pote. rs)

24 de nov. de 2008

DIÁLOGO

- Certas horas meu coração vacila. Ou minha mente. Ou qualquer coisa dentro de mim, que faz o coração apertar.
- Então reze, chore ou leia uma bula. Ou qualquer coisa que guarde o vacilo no agora, sem deixa-lo escapulir por lacunas inaudiveis.
- O que sai é um grito mudo, de mim pra mim mesma, como se o grito arracasse deseperadamente o que prende meu peito. Meu corpo reclama carinho. Sou eu, brigando comigo mesma. Serenidade, penso. Tudo vai passar.
- Produzir poéticas desse grito agudo. Retire dele a mudez para que ela não se rebele e ordene que ele se faça alerta no ouvido alheio. Mais claro digo: grite para si sempre, respeitando sua capacidade auditiva. Respire e perceba: tá passando nega.
(daí o blog.)

23 de nov. de 2008

O anjo da serenidade

Eu tava lendo o texto ai embaixo agora... meus olhos encheram-se de lágrimas... percebi que sempre grito com as pessoas que eu amo... eu não quero mais gritar. Quero me perceber. Estou refletindo sobre as coisas agora. Buscando minha leveza e minha serenidade. Me reencontrando em mim mesma, buscando a minha essÊncia, q se perdeu num grito qualquer... só quero que o amor me acompanhe. Hoje acordei com o coração palpitando tanto... e o livrinho me deu um bom motivo pra acreditar que as coisas vão passar e vão melhorar. Saiu pra mim o anjo da serenidade: "Estar sereno é deixar-se fluir com as circunstâncias de cada momento, conhecendo e saboreando cada instante e sabendo que nada é permanente. Essa serenidade vem da Alma e é dentro de nós o unico centro permanente que nos nutre durante o processo de comprender que os bons e os maus momentos da vida passam e fazem parte do nosso crescimento espiritual".É isso. Não quero deixar que morra dentro de mim o que tenho de mais precioso. Amor.

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta aos seus discípulos:
- Por que é que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?
- Gritamos porque perdemos a calma, disse um deles.
- Mas por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?, questionou novamente o pensador.
- Bem gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça, retrucou outro discípulo.
E o mestre volta a perguntar:
- Então não é possível falar-lhe em voz baixa?
Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.
Então ele esclareceu:
- Vocês sabem por que se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?O fato é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, os seus corações afastam-se muito. Para cobrir essa distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente. Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância. Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê? Porque os seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena. Às vezes estão tão próximos os seus corações que nem falam, somente sussurram. Quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta. Os seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.Por fim, o pensador conclui, dizendo:- Quando vocês discutirem, não deixem que os seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta."(Mahatma Gandhi)