Eu poderia ficar escrevendo várias baboseiras aqui sobre amizade e tal... mas não é nada disso que quero fazer... só agradecer essas duas pessoinhas que Deus colocou em minha vida... por obra da sorte e de nossa senhora protetora dos vestibulandos, que nos juntou numa jornada atípica. (rs). A vesguinha-timida-bichinho-do-mato, que foi lá se matricular levando uma verdadeira procissão; e a sula-miranda-sensual-de-casaco-de-couro, que sempre viajava nas apresentações do seminários na faculdade. Obrigada por serem tão leais a mim. E tudo o mais que cabe, com cachaça ou sem cachaça, carangueijos, corações de galinha e farofa na boquinha... Amo muito vocês e, de fato, nunca deixaremos de ser amigas.
29 de jun. de 2009
26 de jun. de 2009
Adooooro!!!
Gostei tanto que até fiz uma comunidade no orkut... rs.http://www.orkut.com.br/Main#Community.aspx?cmm=91429326
25 de jun. de 2009
- Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa?
Minha querida amiga:
Sim, é para você mesma que estou escrevendo - você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha e achava que não valia a pena, e acabou me formulando uma pergunta ingênua:
-Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa?
E logo depois me pediu que não pensasse nisso e esquecesse a pergunta, dizendo que achava que tinha bebido um ou dois uísques a mais..
Sei como você está sofrendo, e prefiro lhe responder assim pelas páginas de uma revista - fazendo de conta que me dirijo a um destinatário suposto.
Destinatário, destinatária...Bonita palavra: não devia querer dizer apenas aquele ou aquela a quem se destina uma carta, devia querer dizer também a pessoa que é dona do destino da gente. Joana é minha destinatária. Meu destino está em suas mãos; a ela se destinam meus pensamentos, minha lembranças, o que sinto e o que sou: todo este complexo mais ou menos melancólico e todavia tão veemente de coisas que eu nasci e me tornei.
Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência - São Paulo; Destino - Joana. Pois é somente para ela que eu marcho. No táxi, no bonde, no avião, na rua, não interessa a direção em que me movo, meu destino é Joana. Que importa saber que jamais chegarei ao meu destino?
Isso eu gostaria de lhe dizer, minha amiga, com a autoridade triste do mais vivido e mais sofrido: amar é um ato de paciência e de humildade; é uma longa devoção. Você me responderá que não é nada disso; que você já chegou ao seu destinatário e foi devolvida como se fosse uma carta com o endereço errado. Que teve alguns dias, algumas horas de felicidade, e por isso agora sofre de maneira insuportável. Então lhe aconselho a comprar um canivete bem amolado e afinar dezoito pedacinhos de pau até ficarem bem pontudos, bem lisos, perfeitamente torneados - e depois deixá-los a um canto. Apanhar uma folha de papel tamanho ofício e enchê-la com o nome de seu amado, escrevendo uma letra bem bonita, de preferência com tinta azul. Em seguida faça com essa folha um aviãozinho, e o jogue pela pela janela. Observe o vôo e a aterrizagem. Depois desça, vá lá fora, apanhe o avião de papel, desdobre a folha novamente (pode passá-la a ferro, para o serviço ficar mais perfeito e não haver mais nenhum indício da construção aeronáutica) e volte a dobrá-la, desta vez ao meio. Dobre outras vezes, até obter o menor retângulo possível. Então, com o canivete, vá cortando as partes dobradas até transformar toda a folha em minúsculos papeizinhos, tão pequenos que o nome de seu amado não deve caber inteiro em nenhum deles. Aí, apanhe todos aqueles pauzinhos que tinha deixado a um canto e, com os pedacinhos de papel, faça uma fogueira com o máximo cuidado até que restem somente cinzas. A seguir poderá repetir a operação...
-Adianta alguma coisa?
Por favor, querida amiga, não me faça esta pergunta. Nada adianta coisa alguma, a não ser o tempo; e fazer fogueirinhas é um meio tão bom quanto qualquer outro de passar o tempo.
Rubem Braga - Receita para Mal de Amor
Sim, é para você mesma que estou escrevendo - você que aquela noite disse que estava com vontade de me pedir conselhos, mas tinha vergonha e achava que não valia a pena, e acabou me formulando uma pergunta ingênua:
-Como é que a gente faz para esquecer uma pessoa?
E logo depois me pediu que não pensasse nisso e esquecesse a pergunta, dizendo que achava que tinha bebido um ou dois uísques a mais..
Sei como você está sofrendo, e prefiro lhe responder assim pelas páginas de uma revista - fazendo de conta que me dirijo a um destinatário suposto.
Destinatário, destinatária...Bonita palavra: não devia querer dizer apenas aquele ou aquela a quem se destina uma carta, devia querer dizer também a pessoa que é dona do destino da gente. Joana é minha destinatária. Meu destino está em suas mãos; a ela se destinam meus pensamentos, minha lembranças, o que sinto e o que sou: todo este complexo mais ou menos melancólico e todavia tão veemente de coisas que eu nasci e me tornei.
Se me derem para encher uma fórmula impressa ou uma ficha de hotel eu poderei escrever assim: Procedência - São Paulo; Destino - Joana. Pois é somente para ela que eu marcho. No táxi, no bonde, no avião, na rua, não interessa a direção em que me movo, meu destino é Joana. Que importa saber que jamais chegarei ao meu destino?
Isso eu gostaria de lhe dizer, minha amiga, com a autoridade triste do mais vivido e mais sofrido: amar é um ato de paciência e de humildade; é uma longa devoção. Você me responderá que não é nada disso; que você já chegou ao seu destinatário e foi devolvida como se fosse uma carta com o endereço errado. Que teve alguns dias, algumas horas de felicidade, e por isso agora sofre de maneira insuportável. Então lhe aconselho a comprar um canivete bem amolado e afinar dezoito pedacinhos de pau até ficarem bem pontudos, bem lisos, perfeitamente torneados - e depois deixá-los a um canto. Apanhar uma folha de papel tamanho ofício e enchê-la com o nome de seu amado, escrevendo uma letra bem bonita, de preferência com tinta azul. Em seguida faça com essa folha um aviãozinho, e o jogue pela pela janela. Observe o vôo e a aterrizagem. Depois desça, vá lá fora, apanhe o avião de papel, desdobre a folha novamente (pode passá-la a ferro, para o serviço ficar mais perfeito e não haver mais nenhum indício da construção aeronáutica) e volte a dobrá-la, desta vez ao meio. Dobre outras vezes, até obter o menor retângulo possível. Então, com o canivete, vá cortando as partes dobradas até transformar toda a folha em minúsculos papeizinhos, tão pequenos que o nome de seu amado não deve caber inteiro em nenhum deles. Aí, apanhe todos aqueles pauzinhos que tinha deixado a um canto e, com os pedacinhos de papel, faça uma fogueira com o máximo cuidado até que restem somente cinzas. A seguir poderá repetir a operação...
-Adianta alguma coisa?
Por favor, querida amiga, não me faça esta pergunta. Nada adianta coisa alguma, a não ser o tempo; e fazer fogueirinhas é um meio tão bom quanto qualquer outro de passar o tempo.
Rubem Braga - Receita para Mal de Amor
19 de jun. de 2009
será que é culpa de ter mercurio em peixes?
"...Tenho medo de gente e de solidão
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar... "
Lenine
Tenho medo da vida e medo de morrer
Tenho medo de ficar e medo de escapulir
Medo que dá medo do medo que dá
Tenho medo de acender e medo de apagar
Tenho medo de esperar e medo de partir
Tenho medo de correr e medo de cair
Medo que dá medo do medo que dá
O medo é uma linha que separa o mundo
O medo é uma casa aonde ninguém vai
O medo é como um laço que se aperta em nós
O medo é uma força que não me deixa andar... "
Lenine
17 de jun. de 2009
Cântico Negro
"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.—
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide!
Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
[ fui apresentada à esse poema por um professor de redação, quando eu tinha 16 anos. até hoje me lembro de sua voz o declamando. amo esse poema. parece que foi feito especialmente para mim.]
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.—
Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí!
Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide!
Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura!
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
José Régio
[ fui apresentada à esse poema por um professor de redação, quando eu tinha 16 anos. até hoje me lembro de sua voz o declamando. amo esse poema. parece que foi feito especialmente para mim.]
16 de jun. de 2009
6 de copas
tá, eu confesso... leio o transito astrologico do personare... a máquina manda pra mim, e eu me sinto sempre bem o que ele diz, verdade ou não, enfim... e hoje resolvi abrir também o tarô, para ver o que ele me dizia... é até hilário ver as cartas sendo embaralhadas na tela do computador, porém, quando não se está lá muito bem, tudo que for reconfortante é válido... e eis a mensagem:
A importância de refletir
O 6 de Copas surge como seu arcano conselheiro neste momento, Carol, convocando sua alma a se voltar para o passado, a fim de meditar e refletir a respeito de questões que ficaram mal resolvidas ou mesmo apegos que você ainda não superou direito. O momento não é de agitação e sim de pausa, reflexão, para que você possa descobrir as reais necessidades emocionais de sua alma neste momento. Boa fase para conversar com um amigo muito íntimo, um analista ou para ter uma conversa séria – e tranqüila – com alguém que já lhe foi importante no passado amoroso. Retornar ao passado é, muitas vezes, uma forma de tornarmos melhor o nosso futuro. E mais: lembrar o passado é uma forma de evitar repetições infelizes...
Conselho: Investigar as raízes fortalece a árvore.
E eu digo aqui: bem a calhar!
15 de jun. de 2009
"Compreendo como é se sentir pequeno e insignificante como ser humano. Como isso dói em lugares que nem sabiamos existir lá dentro. E não importa seus novos cortes de cabelo, suas novas academias, nem os copos de Chardonnay que beba com os amigos. Quando se deitar, continuará relembrando cada detalhe. E se perguntando o que fez de errado, ou porque não percebeu. E como pode, por aquele breve momento, achar que era feliz? Pode até se convencer de que ele vai se tocar e aparecer na sua porta. E depois de tudo isso, seja lá o tempo que demorar, você vai para um lugar diferente e conhece gente que a faz sentir querida... e os pequenos pedaços de sua alma finalmente retornarão. E toda aquela bagunça, todos aqueles anos que você perdeu em sua vida... começarão a desaparecer..."
(O amor não tira férias)
[porque meu coração ainda é do tamanho de uma ervilha... mas palpita e vacila que nem gente grande. e as lágrimas insistem em continuar a cair...]
12 de jun. de 2009
Mais uma vez eu peco por deixar meus sentimentos tão às claras, por compartilha-los e, principalmente, por deixar o livro aberto. Não é tudo que se pode ler... Não sei em que parte eu esqueço de me reservar e preservar. E o resultado disso é sempre decepção e consequente raiva. Raiva que esquenta minha face, que ferve meu estômago... e estraga meu dia, minha noite, enfim.
9 de jun. de 2009
Às vezes queria ser mais corajosa. Arriscar mais, meter as caras... sei lá... Detesto essa coisa minha de avaliar tudo, ver se o chão é seguro antes de pisar. Isso nem adianta de nada... tanto chão que já julguei seguro e que virou areia movediça... Lembro aquele final de semana... a vontade de pular da ponte no mar profundo (mesmo sem saber nadar). Medo e vontade. Se eu pulasse, tudo mudaria...tenho certeza. Agora novas avaliações... cada uma acompanhada de uma incomoda dor de barriga, gritando que não. Mas quero muito pular. Preciso!
2 de jun. de 2009
Nada me deixa mais atormentada do que falta de dinheiro... definitivamente, não sei tratar de finanças... por mais esforço que pude fazer, consegui passar bem o primeiro semestre... mas as coisas agora começaram a embolar... e eu nem consertei o computador, nem instalei a internet, nem mudei o forro do sofá e nem entrei na academia... que bosta! agora é rezar pra não ficar doente pelo menos nos próximos três meses...
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