22 de dez de 2008

Eu ontem fui dormir todo encolhido, agarrando uns quatro travesseiros. Chorando bem baixinho, bem baixinho, baby, pra nem eu nem Deus ouvir. Fazendo festinha em mim mesmo, como um neném, até dormir.
Sonhei que eu caía do vigésimo andar e não morria. Ganhava três milhões e meio de dolares na loteria. E você me dizia com a voz terna, cheia de malícia, que me queria pra toda vida.
Mal acordei, já dei de cara com a tua cara no porta-retrato. Não sei por que que de manhã, toda manhã parece um parto.
Quem sabe, depois de um tapa, eu hoje vou matar essa charada: se todo alguém que ama é pra ser correspondido, se todo alguém que eu amo é como amar a lua inacessível.
É que eu não amo ninguém. Não amo ninguém. Eu não amo ninguém, parece incrível. Não amo ninguém.
E é só amor que eu respiro.


(cazuza)

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