6 de ago de 2010

Cau,

O tempo de nos olharmos e de nos vermos é aquele tempo dos olhos fechados, é o tempo que há nos espelhos da escuridão profunda, o tempo que há lá onde não nos vemos, mas único lugar onde de fato estamos. É o tempo que há no lugar onde nos olhamos e onde há apenas nudez. Este lugar é certamente onde o tempo não existe (paradoxalmente?). É o lugar da beleza mais pura, beleza que de fato leva os seres uns para os outros e os fazem permanecer juntos ou separarem-se, mas ainda assim, mesmo que separados, estarem juntos eternamente dado os toques dos corações mesmo que em breve fração do tempo. O tempo é o lugar e o lugar é o tempo onde nada aconteceria se nós não estivéssemos existido e coexistindo para mover, mover, mover... O tempo e o lugar de nos olharmos estão onde formos, onde somos eternamente belos, eternamente simples, eternamente éter e jovens mesmo sendo antigos, cheios de tão vazios, cheios das dúvidas que nos fazem buscar as respostas e, destarte, seguir.

Carinho,

Soluz

2 comentários:

  1. .'.

    Ei!

    Olha onde está o texto! Muito bom esse cara que escreveu.

    Ah! Gostei do novo layout do blog.

    Beijo!

    '.'

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